quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Céu de Vinho

N'aurora que pinta o céu de vinho
o vento minuano entremeia meus cabelos
longos e negros como a noite escura
como se fosse o céu, de nova a lua

Vagueio por ruas distantes das vistas
conhecidas de meu pago, à andar despacio 
Pensamentos ao longe, trazendo à memória
tristes dias  de glória que trago

Ando por aí sem me dar conta
que a vida me sobra a cada dia
que as coisas que eu tenho são poucas
são minhas e de mais ninguém
pois cada palavra que trago
são rastros de esperança pra alguém

Se eu não tenho mais esperança
se meus sonhos são como criança
que o realmente importa afinal?
Ao andar pelas ruas , com minh'alma nua
me resta o consolo, do clarão matinal.

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