quarta-feira, 22 de maio de 2013

Meu mundo de palavras soltas

Quando escrevo, mergulho num mundo só meu
Sem a necessidade de vir à tona pra respirar
Pois lá, no meio das minhas palavras soltas e perdidas
Há o fôlego que necessito para o fluir da minha escrita.

 É como se minh'alma pudesse tocar o chão e o céu ao mesmo tempo
Onde as letras criam vida e tomam proporções inimagináveis
Onde o poder da graça que me alcançou, fosse tangível aos meus dedos
E o calor do fogo consolador, abrandasse os dias frios das minhas perturbações.

Lá eu, nasço, cresço, vivo e morro
Crio, faço, desfaço, de novo e de novo
Onde cada um tem seu lugar especial dentro da minha mente
Lembranças, sorrisos, tristezas e até de repente
Seu próprio quarto com chave permanente.

E quando o sufoco começar apertar meu peito
Olho pro lado, fica turvo e perco o jeito
Nado lentamente até margem do meu mundo imaginário
Me despeço com um beijo, um até breve e fecho a porta do armário.
Carrego comigo essa chave da alma literata
Que me abre as portas de um lugar onde só eu enxergo com meu coração!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Em duas mãos o instante


       "Caminhos que se perdiam,
        Buscavam por quem sonhava
        Perdia-se minutos, criava-se tempos
        De amores esquecidos, a serem despertos

        O olhar ansiava horizontes
        Os pensamentos, profundidade
        Agora silenciava os ventos
        A carregar pequenas folhas ...

        No lugar onde habitavam devaneios
        surge uma nova esperança
        de compartilhar sonhos perdidos
        e imaginários antes nunca relevados

        Laços fraternos de um solo distante
        unem-se em favor do pensar
        mostrando a unidade das palavras
        como uma melodia escrita ao luar

        Como se uma estrela desenhada
        A um infinito firmamento
        Que se faz em praia vasta
        De sonhos realizados, e jogados ao profundo mar

        Como o vento que sopra ao dia,
        Trazendo a noite solstícia
        Eternizando momentos únicos
        Para que o sempre, seja o instante."



Poema escrito em duas mãos...
Obrigada meu amigo Jefferson Damascena!
Poeta de coração sublime e abençoado.


Deus seja sempre contigo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A VIVIDA VIDA!!!

Ames-me, não sou um louco! 
 Que da vida fiz tão pouco, 
 Uma existência pra amar
Cada dia tem uma aurora,
E não é pensando em outrora
 Que vivo a caminhar.

Carrego os meus pensamentos
Livres do medo e temor,
A incerteza da cidade
Não provocam ansiedade...
Pra quem só constrói amor.

Tenho a cabeça áerea
 E por vez, me encontro a vagar,
 Não levo a vida por séria....
Porque entre tantas misérias,
Nestes caminhos aprendi andar.

Já passei por tantos anos
E experimentei desenganos,
Nesta longa caminhada,
 Por tudo isso eu confesso,
Que agora mudei o processo
E em paz construo a jornada.

A preocupação da vida,
Dá “Stress” e traz fadiga
Pra quem quiser aqui perpetuar...
Veja bem!....é só uma passagem,
Uma brisa, uma miragem...
Que tentam nos enganar.

 Somos como a flor da jardim,
Que hoje seu perfume irradia
Amanhã, murcha e chega ao fim
E acaba toda a alegria.!!!!!

 Enéas C. Lara

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Primevera

De longe avisto Ipês coloridos
cobrindo as copas de árvore em flor
trás consigo a primavera
um cheiro doce de amor

Lembranças de ontem e hoje
renascem dentro de mim
saudades do que nunca veio
saudades de amor sem fim

Primavera de vento norte
coisa linda do pago sul
vento norte e mate amargo
regado num céu azul

Pelo pasto o potro relincha
e vacas com cria ao pé
meu Rio Grande, vista linda
com povo de amor e fé

Os campos verdes de esperança brilham
Beijados pelo sol de um campo vasto
Primavera da saudade eterna
dos versos que hoje eu faço.

set 2006

Lua Serena

Alva e resplandecente, és tu lua de verão
Brilhas a mim com as estrelas
De longe avisto teu clarão

Vento morno no meu rosto
balança meus longos cabelos
Quero andar baixo tua tua luz
no brilho do teu apelo

Lua linda, lua serena
quem em ti pôs os pés no céu
lua cheia da noite quente
no teu brilho não há labéu.

Inspiração da jovem poeta
escrevendo à luz da lua
poderias ser muito mais vista
se não fosse a luz da rua.


fev 2006


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Céu de Vinho

N'aurora que pinta o céu de vinho
o vento minuano entremeia meus cabelos
longos e negros como a noite escura
como se fosse o céu, de nova a lua

Vagueio por ruas distantes das vistas
conhecidas de meu pago, à andar despacio 
Pensamentos ao longe, trazendo à memória
tristes dias  de glória que trago

Ando por aí sem me dar conta
que a vida me sobra a cada dia
que as coisas que eu tenho são poucas
são minhas e de mais ninguém
pois cada palavra que trago
são rastros de esperança pra alguém

Se eu não tenho mais esperança
se meus sonhos são como criança
que o realmente importa afinal?
Ao andar pelas ruas , com minh'alma nua
me resta o consolo, do clarão matinal.

Minha alma em verso

Dentro de mim há um grito
Profundo e verdadeiro
De uma alma cheia de vida
Sorrisos e passos ligeiros

Uma alma apaixonada
por palavras perdidas no ar
De uma voz muda que ecoa
Em meus pensamentos a trilhar

De onde vens, oh voz misteriosa
Que mexes com meu profundo ilusório
De toques, palavras e cheiros
desejos de um sonho irrisório!

Oh minh'alma, volte logo
ao seu estado original
assim, deturpas meu raciocínio
e me deixas temperamental

Enquanto voo no meu mundo indiscernível
corro ao encontro e toco o ar
devaneio que cresce e esmorece
ilusões do verbo  APAIXONAR.